9 de julho de 2017

Carta para as meninas recém-chegadas



Rita, Manuela, Aline e Maria Flor:

Vocês estão aqui, nascendo e crescendo com o tempo. Descobrindo coisas novas com o passar das horas e dos dias. Juntas com as mães de vocês, estão se abrindo ao mundo e eu estou observando daqui: a terra tão próxima e tão distante dos likes, mensagens e fotos. Vocês são muito novas e pequenas e perto dessa experiência já me sinto até velha. Quando puderem ler esse texto e criar uma interpretação própria, talvez eu já tenha mais de 40. Ainda tenho 26. Meu aniversário foi há pouco tempo e diante de todas as reflexões, uma das coisas que decidi fazer foi voltar a escrever nesse espaço.

7 de outubro de 2016

Uma carta da deputada Manuela D'Àvila para Marcela Temer

No último dia cinco, a primeira- dama Marcela Temer lançou o programa Criança Feliz, que visa o atendimento médico, pedagógico e psicológico para crianças de famílias de baixa renda. O discurso de Marcela repercutiu na internet, principalmente por considerar visões e conceitos machistas a respeito do papel da mulher na sociedade e em relação à maternidade. Na manhã de hoje, sete de outubro, a deputada estadual Manuela D'Àvila (PC do B), escreveu uma carta resposta para a primeira-dama, comentando as nuances de seu discurso e a convocando para a luta por uma sociedade menos sexista. Confira abaixo a reprodução do facebook.

12 de setembro de 2016

#VotemMulher: Nana Oliveira, de Belo Horizonte



Nana Oliveira é advogada popular há 15 anos, atuante na área criminal e militante antiprisional e antiproibicionista. Começou sua militância ainda durante a faculdade de Direito e a cerca de sete anos milita pela organização política Brigadas Populares. Atualmente Nana é secretária política municipal da organização e junto com Bella Gonçalves é uma das duas brigadistas candidatas a vereadora de Belo Horizonte.

24 de agosto de 2016

#Vote em Mulher:Conheça Natália Marques



"As mulheres agora tem mais liberdade". Mas se fazem uso dela, continuam sendo julgadas em praça ou timeline pública. "As mulheres agora são maioria na universidade". Mas continuam ganhando menores salários que os homens com mesmo nível de graduação. "As mulheres possuem liberdade sexual". Mas continuam sendo estupradas, mortas e abusadas pelo outro sexo. "As mulheres agora podem gritar por seus direitos''. Mas pagam o preço de serem perseguidas, silenciadas e chamadas de loucas. "As mulheres agora são até presidentes". "Presidentas! Mas golpeadas diariamente até cair, por mídias sexistas e congressos machistas e conservadores''.
Diante de um cenário político nacional conturbado e de cada vez mais ameaças e retrocessos aos direitos das minorias, cidades do Brasil inteiro se preparam para as eleições municipais 2016. A menos de dois meses da decisão, uma das urgências ao se debater a renovação do legislativo é a falta de representatividade de mulheres. A hegemonia masculina, branca e heteronormativa na política fomenta ainda mais as opressões vividas por mulheres, negros e lgbtts no cotidiano. Essa  hegemonia torna-se evidente ao contabilizarmos o números de mulheres comandando as capitais do país. Apenas uma.Todas as capitais são governadas por homens, com exceção de Boa Vista, em Roraima, administrada por Teresa Surita (PMDB) pela quarta vez. É isso mesmo que você leu, apenas uma capital é governada por mulher, mas uma mulher de direita.
Entre as 50 cidades mais populosas, só duas possuem prefeitas, e também foram eleitas por partidos de direita. Ribeirão Preto, com Darcy Vera (PSD), e Campos dos Goytacazes, com Rosinha Garotinho (PR).
Segundo dados do Governo Federal, somente 13% das cadeiras são ocupadas por mulheres nos parlamentos locais e na Câmara dos Deputados, apenas 10%  são mulheres.
As mulheres representam mais da metade da população brasileira, 52% da população, segundo o IBGE. Percebe que a conta não bate?
As próximas eleições são uma oportunidade de começar a  virar o jogo e votar em quem realmente representa a cara do Brasil:  mulheres de luta. Chefes de família, trabalhadoras, as universitárias cotistas que tanto incomodam, mães, mulheres lésbicas e tantas outras brasileiras. Para alavancar a campanha dessas mulheres e mostrar que elas estão sim no páreo, mesmo sem grandes financiamentos e visibilidade, o Desvio Livre lança a #voteemmulher e começa a partir de hoje te apresentando candidatas de esquerda que fazem a diferença. Nossa primeira entrevistada é Natália Marques, candidata a vereadora pela REDE Sustentabilidade em Ribeirão Preto, São Paulo.

"Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida." Simone de Beauvoir (escritora feminista)